AGRADECIMENTOS E DESAFIOS PARA TRABALHAR POR UM CLAI RENOVADO E FORTALECIDO

- 12/08/2015

“Que Deus, que nos dá esperança, encha vocês de alegria e de paz, por meio da fé que vocês têm nele, a fim de que a esperança de vocês aumente pelo poder do Espírito Santo!”  Romanos 15:13.

Agradeço a Deus e à Junta Diretiva do Conselho Latino Americano de Igrejas (CLAI) por esta oportunidade de servir como secretário geral deste organismo ecumênico. Obrigado a todos os amigos, amigas, irmãs e irmãos de diversas igrejas y organismos ecumênicos que são membros, cooperam y mantém relações com o CLAI, a minha família, assim como companheiros e  companheiras de organizações e redes sociais que enviaram saudações e expressaram seu compromisso de orar, acompanhar e ser parte deste caminhar que decidi assumir.

Ao receber a notícia da nomeação para servir nesta posição no CLAI recordei meus primeiros passos no movimento ecumênico. A minha memória recorda os primeiros anos da década de oitenta, do século passado quando com alguns pastores presbiterianos participei em eventos de CELADEC e do CLAI. Na Colômbia não havia membros destes organismos, as autoridades nacionais da Igreja Presbiteriana não autorizavam nossa participação em eventos e fazíamos em nome de igrejas locais que tinham pastores abertos ao ecumenismo.

Eu me recordo do CLAI, de manera especial, as oficinas de evangelização que coordenava Juan Damian, as Cartas Mensais de Evangelização que recebia e utilizava (ainda as mantenho na biblioteca familiar) para trabalhar com o grupo de jovens e na escola dominical na igreja. Estas oficinas e materiais renovaram, contribuíram na maneira de entender, ensinar e viver o evangelho que guiou meu compromisso cristão, a vocação pastoral e me permitiram ser parte da equipe que trabalhou para que a Igreja Presbiteriana da Colômbia fosse membro do CLAI e do Conselho Mundial de Igrejas. Hoje a graça de Deus, a experiência e o aprendizado ecumênico que tive me desafiam para que a partir da secretaria geral do CLAI siga contribuindo  para um ecumenismo comprometido com o anúncio e a vivência do evangelho como esperança e boas notícias de paz e justiça para todos os seres humanos.

Vivemos tempos diferentes daqueles referentes aos primeros anos da década de oitenta com problemas que estão aumentando. Nossos países e igrejas vivem novas realidades regionais e globais onde Deus segue chamando-nos a fortalecer a unidade e o compromisso de dar sinais de esperança para responder às diversas crises que experimentamos. Nas últimas décadas estas crises se manifestaram de manera constante na economia, contexto o qual tem aumetado a pobreza de milhões de pessoas não só no sul, mas também nos países do norte, o que tem afetado nossas igrejas e instituições irmãs na região e em todos os lugares de nosso planeta. Os efeitos do aquecimento global e a crise climática, os quais  afetam de maneira alarmante as comunidades mais vulneráveis em nossos países e começamos experimentar com mais força na vida cotidiana.  O  modelo  de  sociedade  e  relações  que  temos  construído  nos  últimos  séculos incrementa a violência, a desesperança, desumaniza, cria crise de fé e de dar sentido a existência humana que põe em risco a mesma humanidade.

Frente a esta realidade, o CLAI necessita assumir novos desafios para seguir respondendo ao chamado de Deus com uma esperança renovada que fortaleça a unidade das igrejas e as organizações ecumênicas que o conformam para articular-se com movimentos sociais que trabalham em alternativas de vida digna para os seres humanos e de toda a criação. Para que isto seja possivel a última Assembleia do CLAI em Havana, decidiu que é necessário renovar sua missão e estrutura de funcionamento que permita ter maior impacto e incidência nos novos tempos e realidades que vivemos. Desta forma poderemos contribuir no fortalecimento de um movimento ecumênico amplo, flexível, mais ágil e criativo que promova as articulações locais e nacionais com o regional e global. Assim, teremos maior posibilidade de um testemunho profético que mobilize os membros de nossas igrejas e a formação de uma liderança que trabalhe na incidência para incrementar a esperança, o respeito da dignidade humana, o cuidado da criação, a partir de uma fé viva e renovada em nosso Deus comum.

Irmãos, irmãs, amigos e amigas para quem temos tido uma formação e estamos servindo ao movimento ecumênico é de muita alegria contribuir para que nossas igrejas, a partir de sua grande diversidade, trabalhem unidas em um testemunho comum. Sabemos que isto é um grande desafio que implica muito trabalho, por isto convido a todas e todos a seguir orando para que como igrejas e organismos ecumênicos fortaleçamos o compromisso que permita ao CLAI seguir sendo pertinente como uma expressão renovada, viva, criadora, articuladora e solidária da família ecumênica que esteja guiado pelo espírito de Deus e a esperança que nos anunciou e viveu Jesus.

Milton Mejía

Secretário Geral 

Conselho Latino Americano de Igrejas




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